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sexta-feira, maio 17, 2013

Sábado acontece...

Amanhã, dia 18 de Maio, todos os caminhos vão dar ao Museu da Chapelaria.
No âmbito das comemorações do Dia Internacional dos Museus, preparamos para si um programa de se lhe tirar o chapéu!
Junte-se a nós ao longo deste dia.

PROGRAMA
09H30 | Inauguração "Chapéus há muitos... mas este é o nosso!"

10H00 | Jogos tradicionais | Associação ACAIS
11H00 | Sessão de ginástica | Associação OS Kágados
12H00 | Artes marciais | Associação SHAOLIN SI 

15H00 | Espetáculo da Banda de Música (com iníco na Praça Luís Ribeiro)
16H00 | Inauguração das exposições temporárias

16H00 | Apresentação dos chapéus do mês "KARENINA" e "MINA"
17H00 | Hip Hop | Associação CCD
17H30 | Artes marciais | Associação SHAOLIN SI
18H00 | Encerramento | Hino de S. João da Madeira | Coro da UNIVERSIDADE SÉNIOR

DURANTE TODO O DIA
Os chapéus mais criativos
Feira de Design e Artesanato Urbano
Performances e atuações | UNIVERSIDADE SÉNIOR, ANI S. JOÃO, ESCUTEIROS, ASSOCIAÇÃO DE ATIVIDADES SUBAQUÁTICAS SJM SUB, ACAPO, ASSOCIAÇÃO BOM VIVER 
Venha celebrar connosco o Dia Internacional dos Museus. 
Contamos com a sua presença.


quarta-feira, maio 15, 2013

AGENDA | Museus (Memória + Criatividade) = Mudança Social



Maio é o mês dos Museus.
Em todo o mundo celebra-se a riqueza do património histórico e o seu valor identitário e cultural.
Este ano a temática do Dia Internacional dos Museus apela para a importância da memória e da criatividade como fator de mudança social e de transformação da sociedade.
Neste contexto, o Museu da Chapelaria traz-lhe um conjunto de atividades que simultaneamente evidenciam os valores de memória da nossa cidade, tão intimamente relacionados com o universo da chapelaria e a capacidade criativa da sua comunidade.
Exposições temporárias, projetos comunitários como “Chapéus há muitos… mas este é o nosso”, feiras de design e artesanato urbano, visitas encenadas são apenas algumas das atividades que lhe sugerimos.
Entre 17 e 19 de Maio, junte-se a esta festa que procura celebrar uma importante parte da identidade de S. João da Madeira.


PROGRAMA DIA INTERNACIONAL DOS MUSEUS

17 A 19 DE MAIO | TODO O DIA
FEIRA DE DESIGN E ARTESANATO URBANO
OS CHAPÉUS MAIS CRIATIVOS
CHAPÉU DO MÊS | “KARENINA” E “MINA”, PELA DESIGNER CAROLINA CAMEIRA 

17 DE MAIO | 11H E 15H
VISITA ENCENADA “OS ATORES SOMOS NÓS”

18 DE MAIO 
09H30 | INAUGURAÇÃO “CHAPÉUS HÁ MUITOS... MAS ESTE É O NOSSO”
10H00 | JOGOS TRADICIONAIS | ASSOCIAÇÃO ACAIS
11H00 | SESSÃO DE GINÁSTICA | ASSOCIAÇÃO OS KÁGADOS
12H00 | ARTES MARCIAIS | ASSOCIAÇÃO SHAOLIN SI
15H00 | ESPETÁCULO BANDA DE MÚSICA (COM INÍCIO NA PRAÇA LUÍS RIBEIRO)
16H00 | INAUGURAÇÃO DAS EXPOSIÇÕES TEMPORÁRIAS
17H00 | HIP HOP | ASSOCIAÇÃO CCD
17H30 | ARTES MARCIAIS | ASSOCIAÇÃO SHAOLIN SI
18H00 | ENCERRAMENTO HINO DE S. JOÃO MADEIRA | CORO UNIVERSIDADE SENIOR

TODO O DIA | PERFORMANCES E ACTUAÇÕES DA UNIVERSIDADE SENIOR, ANI S. JOÃO, ESCUTEIROS, ASSOCIAÇÃO DE ATIVIDADES SUBAQUÁTICAS SJM SUB, ACAPO, ASSOCIAÇÃO BOM VIVER



____________________

MUSEUS EM FESTA EM TODO O PAÍS

A plataforma pportodosmuseus elaborou um catálogo com as atividades do Dia Internacional dos Museus que reúne mais de 230 instituições de todo o País.
Como é referido na divulgação deste catálogo


Apesar do contexto económico e de desalento que o país atravessa, os profissionais da cultura e dos museus dão mais uma vez prova do seu empenho e criatividade. Museus privados, municipais, da administração central, de associações, localizados em grandes cidades ou em pequenas vilas, no interior ou no litoral, recorrem aos seus parceiros e amigos para organizar esta grande festa dos museus.
O Património e a Cultura são as traves mestras da nossa identidade e da nossa determinação. A História e o passado podem e devem constituir fontes de conhecimento e de inspiração para o Futuro.

À pportomuseus o nosso obrigada pela iniciativa.

Se quiserem consultar este catálogo e ficarem assim a conhecer um pouco da riqueza dos museus portugueses e das muitas atividades que no dia 18 acontecem um pouco por toda a parte, por favor, sigam este link


terça-feira, maio 14, 2013

chapéus do mês



KARENINA e MINA são os nomes dos dois chapéus que este mês estarão em destaque no Museu da Chapelaria.
Foram criados pela jovem designer portuguesa Carolina de Vasconcelos Cameira que atualmente vive em Londres, onde procura aprofundar a sua formação.
Venha descobrir a fantástica história destes chapéus e da designer que os concebeu e gentilmente doou ao museu da chapelaria.
E esteja atento porque em breve os seus chapéus estarão à venda na loja do Museu.

 
Sobre os chapéus

As peças que doei ao Museu são a Karenina (vermelho escuro) e a Mina (dourado e creme).
A Karenina foi inspirada na personagem Anna Karenina, do romance de Liev Tolstoi. O vermelho escuro, cor associada à aristocracia, posição social da personagem Karenina neste romance.
A Mina foi inspirada na personagem Mina Murray do romance gótico Drácula de Bran Stoker. Com influências do guarda-roupa, quer do Conde, quer da personagem Mina na adaptação do Drácula, do realizador Francis Ford Coppola.


Carolina Cameira

Sobre a designer

Carolina de Vasconcelos Cameira, nasceu em Lisboa e reside em Londres há 9 anos.
A sua formação académica começa com o curso profissional de moda na Gudi, no Porto, e com o 1º ano de Educação Visual e Tecnologia no Instituto Politécnico de Portalegre.
Tem vindo a aprofundar as técnicas da arte de fazer chapéus, participando em vários workshops em Londres, dos quais se destacam, o “Millinery Fascinators” na London College of Fashion, um workshop com a criadora de chapéus Edwina Ibbotson, um workshop de imagens sobre tecido com Dawn Dupree no City Lit College e um workshop de chapelaria no Kensington and Chelsea College, entre outros.
Em 2010 decidiu criar a marca “CCNAIFF - acessórios de moda”, actualmente em fase de registo enquanto marca portuguesa.

sábado, janeiro 26, 2013

Chapéu do mês: a carapuça da Madeira


Imagem disponível aqui


Quando se fala de trajes típicos da ilha da Madeira, a primeira imagem que surge no imaginário de qualquer um de nós, é a de uma senhora de saia rodada, de fundo vermelho vivo listado com cores fortes, blusa branca, bota pela canela e carapuça azul com espigão.

No entanto, os trajes típicos desta região são bastante diversificados, devido quer aos microclimas existentes na mesma, quer às influências nacionais e internacionais de que foi alvo, por parte dos primeiros descobridores.
Apenas duas peças coincidem nas indumentárias, feminina e masculina: as botas chãs e a carapuça azul.

A carapuça é uma pequena cobertura de cabeça feita em lã, de cor azul, forrada a encarnado, com a forma de um funil invertido, que tem no alto uma pequena borla e nos lados dois apêndices que, ou se deixam cair sobre as orelhas, ou se levantam, prendendo-se, por vezes, num botão.
Mais do que uma proteção para o sol e para a chuva, esta espécie de barrete, é considerada um ornamento para a cabeça.

No que respeita à sua origem, consta-se que o uso deste barrete remonta a 1857. Admite-se que antes da carapuça se usava "um barrete de lã encarnado ou azul". Segundo alguns etnógrafos é filiada no toucado grego, no gorro medieval, na proveniência semita, em motivos arabescos e orientalizantes e nos usos e costumes de outras regiões portuguesas, nomeadamente o Minho.

O uso desta carapuça é de tal forma comum entre os madeirenses que deu origem a uma expressão popular: enfiar a carapuça. Esta surgiu para designar uma tomada de consciência, indesejada, mas adequada ao momento e à pessoa em questão. Então, assim, “enfia-se a carapuça” quando se sente atingido por comentário ou crítica não personalizados.


Bibliografia:
GÓIS, José Laurindo de, Antigos barretes madeirenses, Da Indumentária e Indústrias Madeirenses, Revista Atlântico, Vol. 6, p. 85-91, disponível em http://www.folcloredamadeira.com/recursos/artigos/antigosbarretes.htm
http://trajesdeportugal.blogspot.pt/2006/09/trajes-da-ilha-da-madeira.html
NÓBREGA, Maria Augusta Correia de, Tradições Madeirenses: A Carapuça, Funchal, 2004.
TEIXEIRA, Madalena Braz, O traje regional português e o folclore VII, disponível em http://www.oi.acidi.gov.pt/docs/Col_Percursos_Intercultura/1_PI_Cap7.pdf

sábado, maio 26, 2012

Chapéu do mês - Sombrero


Este belíssimo chapéu em veludo preto, ricamente decorado com lantejoulas e fios prateados, de aba larga e copa alta, foi adquirido em 1992, num mercado ao ar livre por Daniel Serra Vaz aquando a sua viagem ao México.
Doado em 2005, este extraordinário exemplar faz parte da coleção “Chapéus de Todo o Mundo”.

Considerado um dos ícones nacionais e culturais do México, o Sombrero foi um chapéu usado por todas as classes sociais, desde os ricos governadores das províncias mexicanas ao mais comum dos lavradores.
Apesar de atualmente já não fazer parte da vestimenta diária mexicana, o Sombrero foi persistindo como parte do traje folclórico nacional e como símbolo identificativo dos mariachi, artistas musicais mexicanos.
Este chapéu serviu bem o propósito da sua criação. Com as suas enormes abas proporcionam sombra suficiente para proteger a zona do pescoço e ombros. O seu nome vem comprovar este facto pois a palavra "sombrero" deriva da palavra espanhola "sombre" que, em português, significa "sombra".

sexta-feira, novembro 04, 2011

Chapéu do mês - Chapéu de cowboy

O chapéu de cowboy, inventado por John B. Stetson em 1865, é sem dúvida, a peça de vestuário que melhor define quer a cultura norte-americana, quer a própria profissão de vaqueiro.

A razão de ser deste chapéu nasceu de necessidades reais existentes nesta profissão e não apenas para ser adorno pessoal.

Neste sentido, o chapéu de cowboy reúne determinadas características, nomeadamente no que respeita à matéria-prima, ao tamanho e ao formato que o tornam distinto.

O feltro, denso, resistente e impermeável protege a cabeça do vaqueiro não apenas do sol mas também dos coices e patadas frequentes a quem anda exposto ao gado. Simultaneamente, a sua impermeabilidade e tamanho permitem que este o utilize como bebedouro para dar água aos cavalos, podendo a sua copa levar entre 4 a 6 litros de água.

O modelo Dallas, ficou mundialmente conhecido por volta de 1980, na série de TV DALLAS, ao ser usado por um dos vilões, o J.R., tendo sido produzido em massa para o mercado norte-americano pela Empresa Industrial de Chapelaria, actualmente Museu da Chapelaria.

Pode ainda ver um exemplar deste modelo na exposição “Os chapéus dos meus heróis”, que está patente na Sala dos Usos Sociais. Lucky Luke será sempre o cowboy de chapéu branco!

terça-feira, junho 07, 2011

Chapéu do Mês - Capacete de Bombeiro




O capacete de bombeiro é um equipamento especial que oferece protecção para a cabeça, o rosto e a nuca, contra o calor, o fogo, o frio, a electricidade, a água e objectos pesados ou pontiagudos.

O capacete ou casco, como habitualmente é chamado, tem a função de proteger totalmente a cabeça e a face do bombeiro.

Inicialmente, estes capacetes eram feitos de materiais como o couro, que ao receberem um tratamento específico tornavam-se especialmente resistentes ao fogo e impermeáveis à água, evitando, deste modo, a sua deterioração. Posteriormente, começaram a utilizar-se materiais sintéticos e com mais resistência para fazer face às duras condições de trabalho dos bombeiros.

O seu casco externo é produzido com materiais anti-fogo que não são condutores de electricidade, sendo desenhado de forma ergonómica para que permita a realização dos movimentos naturais do corpo.

A viseira, caso o modelo possua uma, é desenhada de modo a que, quando levantada, fique escondida no interior do casco. É também dotado de quebra-telha, construído sem emendas ou peças adicionais. O seu acabamento externo é brilhante, resistente a raios UV e de fácil limpeza.

A viseira externa é construída em policarbonato com espessura de 3mm e tratamento contra arranhões nas duas superfícies (interna e externa) e anti-fogo na superfície interna. A viseira está desenhada de forma a ajustar-se ao contorno do rosto e tem uma correcção óptica de forma a evitar a distorção das imagens em situações de fumo e humidade.

O casco interno é constituído em espuma de alta densidade (poliuretano) resistente ao impacto e revestido em plástico ABS retardante de chama.
Dispõe ainda de um sistema de suspensão construído para permitir o ajuste à cabeça sem a necessidade de remover o capacete. A carneira é forrada em couro para maior conforto podendo ser removida para limpeza.
A protecção de nuca é térmica e confeccionada em meta-aramida em dupla camada. A meta-aramida é uma linha de costura composta por fibras que têm como principal característica a resistência a altas temperaturas.

A tira de fixação é construída em material anti-fogo do tipo para-aramida com fixação rápida e ajustável permitindo uma fixação segura do capacete.

As fibras para-aramidas têm como principal característica a resistência mecânica, sendo cinco vezes mais fortes do que o aço e tendo uma óptima resistência térmica. Estas fibras não se fundem e só se decompõem com temperaturas superiores a 425°.

Cada capacete passa por uma rigorosa certificação e homologação dos materiais para a sua confecção.

sábado, abril 02, 2011

Chapéus há muitos! Chapéu de Cantoneiro



Os cantoneiros eram funcionários públicos, durante o Estado Novo, ao serviço do Ministério das Obras Públicas, que tinham como função manter as estradas nas melhores condições possíveis, sendo responsáveis pela sua limpeza, conservação e reparação sempre que necessário.

Usavam uma farda de trabalho oficial composta por calças e casaco em tons cinza azeitona e/ou acastanhada, botas de ensebar, e um chapéu de abas semi-largas, arredondado no topo.

Como trabalhadores alfabetizados que eram, tinham que conhecer de cor O Manual do Cantoneiro, instrumento de formação profissional que ensinava o ofício do cantoneiro e exigia o rigoroso cumprimento de todas as regras, em particular das do vestuário.

No que diz respeito ao trajar, esta cartilha referia que:

O pessoal cantoneiro deve apresentar-se na estrada convenientemente uniformizado, de harmonia com o que está estabelecido, barbeado e de cabelo cortado, não esquecendo nunca que deve impor-se pela sua apresentação. (…) Os cantoneiros poderão trazer, por debaixo da camisa regulamentar, os agasalhos que lhes forem necessários, não lhes sendo, porém, permitido envergar sobre a farda qualquer outra peça de vestuário, além do casaco e calça impermeável, fato de couro ou fato de macaco, quando estiverem trabalhando com betume. Durante o verão usarão a camisa com a gola aberta nos dois primeiros botões e as mangas arregaçadas, se o calor a isso obrigar. Os chapéus regulamentares serão usados sem a copa e a aba se apresentarem deformadas.

Fonte: Manual do cantoneiro: serviços de conservação das vias municipais / Direcção-Geral dos Serviços de Urbanização. - Lisboa: D.G.S.U., 1954. - 66, [1] p.: il.

Com o seu característico fardamento, os cantoneiros eram figuras verdadeiramente carismáticas que prestavam grande apoio às populações. Eles faziam autêntico serviço público quando davam informações aos turistas ou de uma forma geral a todos os automobilistas que circulavam nas estradas nacionais e lhas solicitavam.

Actualmente, esta profissão já se encontra extinta.

sábado, maio 15, 2010

Chapéu do Mês: Sombrero


Considerado um dos ícones nacionais e culturais do México, o Sombrero foi um chapéu usado por todas as classes sociais, desde os ricos governadores das províncias mexicanas ao mais comum dos lavradores.
Apesar de actualmente já não fazer parte da vestimenta diária mexicana, o Sombrero sobrevivendo como parte do traje folclórico nacional e como símbolo identificativo dos mariachi, artistas músicais mexicanos.

Quanto às suas origens, enquanto uns defendem terem sido os trabalhadores mestiços da fronteira mexicana que, para se protegerem do intenso calor, criaram uma cobertura de grandes proporções feita de feno entrançado, já outros defendem terem sido os vaqueiros de Guadalajara, capital de Jalisco, os seus criadores.
Porém a teoria mais credível é a de que o Sombrero é um modelo com influências espanholas, tendo evoluído de um outro modelo de aba larga chamado Poblano.
Característico pela sua copa cónica, pela sua enorme aba lisa ou enrolada, pelo barboquejo de prender ao queixo e, acima de tudo, pela sua riquíssima e pormenorizada ornamentação, este modelo era fabricado manualmente por chapeleiros mexicanos.
Os modelos de palha entrelaçada, de cor dourada, e adornados com contas de fio de algodão eram usados pelas camadas mais pobres, enquanto os modelos de feltro, com forro de veludo, contas de prata e bordados a fio de prata, eram já usados pelas camadas mais altas da sociedade.

Este chapéu serviu bem o propósito da sua criação com as suas enormes abas que fornecem sombra suficiente para proteger a zona do pescoço e ombros e até o seu nome vem comprovar este facto pois a palavra "sombrero" deriva da palavra espanhola "sombre" que, em português, significa "sombra".

Antigamente, em conjunto com o sombrero, os homens também usavam o serapes, uma manta com um buraco no centro que os protegia do vento e do pó e que, devido ao seu tamanho, também servia de esconderijo para o transporte de armas.
Esta imagem do homem mexicano de sombrero e serapes, muito semelhante à do cowboy americano, foi eternizada em inúmeros filmes mexicanos e americanos e até mesmo em desenhos animados.
Quem não se lembra de um pequneo e veloz rato com um enorme sombrero na sua cabeça, chamado Speedy Gonzalez?

segunda-feira, abril 05, 2010

Chapéu do Mês - Pickelhaube



A partir de meados do século XIX e até ao início do século XX, o Pickelhaube tornou-se um dos modelos de capacetes militares mais célebres de todo o mundo.
Este terá sido desenhado em 1842 por Frederico Guilherme IV, rei da Prússia, apesar da existência de modelos semelhantes no exército russo, tendo sido introduzido por ordem imperial a 23 de Outubro de 1842 na Infantaria prussiana e posteriormente nos restantes principiados alemães.

O Pickelhaube original, de tradução literal, chapéu com ponta, era um capacete de couro envernizado de cor preta, com uma altura entre 34 e 38 cm, que possuía um visor de forma quadrada, um espigão no topo e guarnições em latão ou prata que simbolizavam a Nação. Na Prússia, a imagem mais comum consistia numa águia de asas abertas.
Ao longo da segunda metade do século XIX, o Pickelhaube foi adoptado por forças armadas de vários países, acabando o modelo original por sofrer variações tanto no desenho como nas matérias-primas utilizadas.
Nas variantes mais comuns, o material primário passou a ser o tecido ou o feltro, os espigões ora mudavam de tamanho e formato ora desapareciam para dar lugar a enormes crinas ou plumas.

Com o final da I Guerra Mundial (1914-1918), o Pickelhaube, capacete militar oficial dos estados vencidos (Impérios Alemão, Austro-Húngaro e Turco-Otomano), pelo seu simbolismo imperial ganhou uma conotação tão negativa que acabou por ser gradualmente afastado do cenário militar activo.
A partir da década de 30 do século XX e até à actualidade, passou não só a fazer parte do uniforme de gala das forças armadas ou guarda de honra, mas acabou também por ser adoptado por outras instituições como a polícia, bombeiros, escolas com bandas de música de países de todo o mundo.

Em Portugal, a Unidade de Segurança e Honras de Estado (USHE) que incluí o Esquadrão Presidencial, a Charanga a Cavalo, a Banda da Guarda, o Grupo de Honras de Estado e o Grupo de Segurança, adoptaram o Pickelhaube com algumas variantes no seu fardamento.
Todos os capacetes são de cor preta com visor quadrado ou triangular e contêm a imagem do Escudo de Armas de Portugal na guarnição frontal, as variações encontram-se no espigão, tendo uns apenas o espigão e noutros foi adicionada ao mesmo uma longa crina branca.

sábado, janeiro 16, 2010

Chapéu do Mês: Toque


A verdadeira origem do Toque, ou chapéu de chef, encontra-se diluída em inúmeras histórias e lendas que hoje dão origem a verdadeiras teorias.

A mais antiga remonta a 1170 a.C, na Assíria, onde os chefs de cozinha eram os únicos a quem era permitido usar um adorno de cabeça semelhante à coroa do seu soberano.
Outra história aponta a sua origem para as cozinhas dos castelos, onde as gorduras acumuladas no tecto caiam com frequência e, para proteger as cabeças dos chefs, as governantas engomavam panos que, depois de enrolados na cabeça, formavam um cilindro alto com uma bolsa no topo onde eram colocados pedaços de tecido para amortecer a queda da gordura.

Ao longo dos séculos o Toque foi ganhando forma e cor e, em meados do século XVIII, o chef Antoine Careme terá introduzido a cor branca para o chapéu, símbolo da higiene que deveria existir nas cozinhas, e diferentes alturas na sua copa, simbolizando estas o status do chef.
Por esta altura havia ainda muitas variações, os espanhóis usavam boinas de lã ou algodão; os alemães adoptaram um chapéu parecido ao barrete frígio com uma bola no topo; os ingleses tinham chapéus escoceses endurecidos e coifas pretas.

Contudo apesar de todas estas variantes, o Toque era usado com uma função simbólica e funcional, tendo sido concebido para manter o cabelo do chef limpo, para permitir a circulação de ar no seu interior arrefecendo a cabeça de quem o usa, para prevenir a queda de cabelo na comida e para absorver a transpiração acumulada na testa.

Provavelmente devido ao nível de conforto e à sua imponência, o Toque alto branco plissado que todos conhecemos como chapéu de chef, acabou por se tornar o modelo mais adoptado no século XX.

E já agora, sabia que?

Alguns chefs tinham por costume guardar as suas receitas dentro dos seus chapéus para que não as perdessem nem as pudessem roubar?

Os grandes chefs afirmavam que conseguiam servir, durante um ano, um prato de ovo diferente e com sabores diferentes. O Toque alto moderno passou a ser fabricado com 100 plissas na copa, que simbolizavam esta rara capacidade.

domingo, junho 08, 2008

Chapéu do Mês: Fedora

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O século XX foi um período de grandes revoluções sociais e culturais, e foi também o momento áureo dos grandes estilistas que provocaram constantes mudanças na moda à qual o chapéu não foi excepção. Da cartola e coco surgem novos modelos, mais pequenos, adaptáveis e de estilo citadino, como o Fedora.

Este chapéu surgiu em 1910, com a peça de teatro "Fedora" (1882, Victorien Sardou), cuja protagonista principal, a Princesa Fedora Romazova usava um novo modelo. Pela sua adaptabilidade torna-se símbolo de elegância, afirmação pessoal e parte obrigatória do traje de negócios enquanto que novas variantes surgiam, como o “Gangster" usado por algumas das maiores mentes criminosas como Bugsy Siegel ou Al Capone.

O Fedora marcou presença nas mais diversas áreas, do teatro ao cinema, à música e à banda desenhada, surgindo no filme Casablanca (1942), nas histórias de Indiana Jones e de Mick “Crocodile” Dundee; usado por artistas como Frank Sinatra ou The Blues Brothers e imagem de marca de heróis da BD como Dick Tracy ou Clark Kent.

Entre a década de 60 a 90 cai em desuso provavelmente devido ao facto de John Kennedy, não ter usado chapéu, como deveria, na cerimónia para o seu juramento para presidente dos EUA. A partir da década de 90, a moda vive um período revivalista e o Fedora volta a ganhar vida.

Totalmente renovado, de estilo moderno e urbano, é elemento essencial de apreciadores dos estilos musicais Hip-Hop e Pop, sendo, uma vez mais, imagem de marca de artistas como Run DMC, P. Diddy, Snoop Dogg, Justin Timberlake, Madonna, Britney Spears ou Carlos Santana. É um chapéu de estilo urbano, arrojado e moldável pelo que qualquer um o pode personalizar de acordo com o seu próprio estilo... é como que usar um novo modelo todos os dias

quinta-feira, setembro 13, 2007

chapéus há muitos! A cloche


O século XX revelou-se um período de fortes mudanças políticas, sociais e culturais, cujos reflexos se estenderam também à moda e ao conceito de beleza feminina.


Nos anos 20, a mulher, no seu espírito de emancipação, deixa de usar o chapéu como objecto obrigatório para o usar como acessório de embelezamento, de sedução e, acima de tudo, como sinal da sua autonomia.
Vestidos curtos e leves, sem mangas, de costas desnudadas e de cinta descida realçando as pernas e linhas do corpo, acompanhados por um novo penteado, mais curto, chamado a la garçonne, marcam a imagem desta nova mulher que passa também a usar um chapéu muito especial, a cloche.
Esta nova forma de vestir marca definitivamente os Loucos Anos 20, que se viriam a caracterizar por um ambiente de grande riqueza, euforia e sexualidade, animado, nos salões, pelo som das bandas de Jazz e do Charleston e também pelas grandes cantoras e dançarinas como Josephine Baker.


Usada apenas durante o dia, a cloche é um chapéu em forma de sino, usado com cabelos curtíssimos e sobre os olhos.
Quem quer que usasse a cloche, particularmente caída para o seu lado esquerdo, igualando o modo de usar de Louise Brooks, queria dar a entender a todos que era rica, bela e que possuía um excelente bom gosto.
Havia uma variedade imensa de modelos de cloches. A sua forma principal assemelhava-se à de um sino com uma copa larga e podiam ainda ser fabricadas nas mais variadas cores e materiais, como seda, algodão, linho, sisal ou lã e as influências da arte deco, tão em voga naquela década, podiam observar-se na formação de muitos dos seus padrões (linhas rectas, ziguezague).


Este mês poderá ver diversas cloches que fazem parte das colecções do Museu da Chapelaria, na nossa sala multimédia.
Visite-nos até ao fim do mês de Setembro e fique a conhecer este emblemático chapéu que actualmente voltou a estar presente em desfiles de moda de muitos criadores internacionais.