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sexta-feira, outubro 19, 2012

O Chapéu de Palha... na Arte



                                                 
                                 Auto-Retrato com Chapéu de Palha [1887]                      O Ceifeiro (segundo Millet) [1889]                           Camponesa com chapéu de palha sentada
                                                                                                                                                                                            em frente de uma seara [1890]

Gostaria de pintar retratos que daqui a cem anos aparecessem como uma revelação (...) não por fidelidade fotográfica, mas antes pela valorização dos nossos conhecimentos e do nosso gosto presente na cor, como meio de expressão e exaltação do caráter.
Van Gogh

Vincent Willem van Gogh (30 março 1853 – 29 julho 1890), pintor pós-impressionista holandês, é considerado, na arte, um pioneiro na ligação entre as tendências impressionistas e as aspirações modernistas.

As suas obras, caracterizadas pelo uso de cores vivas, pelas pinceladas irregulares e pelo seu grande impacto emocional, tiveram grande influência na arte do século XIX e XX. Van Gogh foi um artista das emoções e do intenso uso do amarelo. Ele acreditava que as cores podiam mostrar uma parte ou o todo da personalidade de um indivíduo.

Muitas das suas obras representam cenários rurais e as vidas de camponeses e artesãos, fruto da grande admiração que tinha para com este grupo da sociedade. E aqui, o chapéu de palha, objecto que se associa ao duro trabalho do campo, destaca-se como parte da sua indumentária. Mas também surge noutras obras suas, como nas naturezas mortas, nos retratos e autoretratos.

Em 10 anos de carreira Van Gogh pintou mais de 800 quadros porém o sucesso só lhe foi reconhecido postumamente, aquando da exibição das suas telas, em Paris, a 17 de Março de 1901.

Para conhecer melhor a vida e obra deste pintor consulte o site do museu Van Gogh em http://www.vangoghmuseum.nl/vgm/

terça-feira, setembro 11, 2012

Documento do mês: Catálogos




Os catálogos eram uma das melhores formas de divulgação dos inúmeros modelos e marcas de chapéus de feltro, de palha e de pano produzidos na Empresa Industrial de Chapelaria.

Para além de serem usados na própria empresa, juntamente com os mostruários, estes documentos, que apresentavam as coleções e as novidades da época, eram também usados pelos comerciais aquando das suas visitas aos clientes.  

Alguns catálogos eram específicos de determinadas marcas, como a Guerreiros ou a Palmares, produzidas em exclusivo por esta empresa para todo o país.
Aliadas às imagens alguns estes catálogos também possuíam imagens representativas dos momentos ideais para o uso do modelo ou pequenas frases incitando ao seu uso.

Estes belíssimos documentos encontram-se disponíveis no Centro de Documentação.

quarta-feira, agosto 15, 2012

I Jornadas de Museologia


 
Realizadas entre 20 e 21 de Abril de 2001 e com o tema “O meu avô nunca saía à rua com a cabeça descoberta”, estas jornadas tiveram a participação de um conjunto alargado de entidades e personalidades do mundo da museologia, da indústria da chapelaria e da comissão de trabalho do Museu da Indústria de Chapelaria.

Museologia: Dra. Clara Camacho, Rede Portuguesa de Museus, Dra. Elisa Pinheiro, Museu de Lanifícios da Beira Interior, Dra. Graça Filipe, Eco-Museu do Seixal, Dr. José Gameiro, Museu Municipal de Portimão, Dra. Margarida Costa dos Santos, APOREM, Dra. Paula Assunção, Museu de Cerâmica de Sacavém, Dra. Raquel Henriques da Silva, directora do Instituto Português de Museus.

Indústria de chapelaria: Eng. Maria Helena Vieira Araújo, da empresa Fepsa; Eng. Nuno Figueiredo, da empresa Cortadoria Nacional do Pêlo.

Constituição do Museu da Chapelaria: Dra. Clotilde Oliveira,
Dra. Ermelinda Silva, Feliz Ribeiro Gouveia, Graça Oliveira, Marta Vaz, Pedro Malaquias, Dr. Sérgio Lira.

Se quer conhecer um pouco mais sobre estas temáticas, este livro encontra-se disponível para consulta no Centro de Documentação e para venda na loja do Museu da Chapelaria.

quinta-feira, março 15, 2012

Unhas Negras



Ergueram-se os apropriagistas, - a fidalguia da classe – melhor encadernados, de gravata (até corrente de prata, este ou aquele (…) Ergueram-se os fulistas, figuras de fadiga mais apagadas, pálidas dos vapor tóxico das fulas, metidos em si mesmos, como que conscientes do rigor da sua insignificância como membros da classe. (…) E ergueram-se também os do grosso - os da lã – os mais menos, os párias dos párias, muito inseguros de si, visivelmente envergonhados entre a mais camaradagem. Desengonçados, pálidos, de fisionomias fixas, sem vida, sem expressão, mais pareciam figuras de cera num museu histórico.
CORREIA, João da Silva. Unhas Negras, S. João da Madeira, 2003, pág. 48

 

Inspirado num episódio verídico, decorrido na antiga Fábrica Nova, local onde hoje se encontra o Museu da Chapelaria, a obra “Unhas Negras” imortaliza e presta homenagem a um dos ofícios que esteve na génese da criação da identidade sanjoanense, o ofício de chapeleiro.

Na sua obra João da Silva Correia trata das dificuldades e miséria dos operários chapeleiros e das injustiças de uma sociedade desprovida de sentido humano e social. Os personagens que vão surgindo personificam, por um lado, os dramas sociais e as condições precárias de vida como as extensas famílias, a fome, a doença ou o desamparo na velhice destes operários, mas por outro, sublinham também a determinação, a tenacidade e o orgulho destes trabalhadores sanjoanenses.

Este livro encontra-se disponível para consulta no Centro de Documentação e para venda na loja do Museu da Chapelaria. 



This historic romance entitled Unhas Negras is based on true events that occured in S. João da Madeira and presents the working and social conditions of the hatters in the begining of the XX century. It is available to study/reading in the museum Documentation Center and is also available for sale in the museum store.

terça-feira, fevereiro 14, 2012

Documentos publicitários





A propaganda e as campanhas publicitárias foram, desde sempre, um dos elementos chave para o sucesso empresarial.
Por essa razão, a Empresa Industrial de Chapelaria (EICHAP) apostou desde cedo neste tipo de acções, desenvolvendo os mais diversos materiais publicitários, habitualmente com o recurso a imagens apelativas e lemas fortes.
Estas acções, que não se cingiam a anúncios nos media, tanto eram direccionadas ao cliente final como aos próprios lojistas a quem eram oferecidos pequenos expositores de montra ou balcão para publicitação da marca no ponto de venda.
Havia também uma forte aposta de comunicação através das embalagens dos chapéus, sendo estas acompanhadas por uma etiqueta informativa e publicitária com uma componente visual muitas vezes inovadora e até indicadora do nível social a que era destinado o chapéu. Estas embalagens eram comercializadas juntamente com os chapéus de melhor qualidade. 
Paralelamente, era já comum a distribuição gratuita de calendários, folhetos ou postais.
Estes documentos e muitos mais encontram-se disponíveis para investigação no Centro de Documentação do Museu da Chapelaria.

sábado, maio 15, 2010

Chapéu do Mês: Sombrero


Considerado um dos ícones nacionais e culturais do México, o Sombrero foi um chapéu usado por todas as classes sociais, desde os ricos governadores das províncias mexicanas ao mais comum dos lavradores.
Apesar de actualmente já não fazer parte da vestimenta diária mexicana, o Sombrero sobrevivendo como parte do traje folclórico nacional e como símbolo identificativo dos mariachi, artistas músicais mexicanos.

Quanto às suas origens, enquanto uns defendem terem sido os trabalhadores mestiços da fronteira mexicana que, para se protegerem do intenso calor, criaram uma cobertura de grandes proporções feita de feno entrançado, já outros defendem terem sido os vaqueiros de Guadalajara, capital de Jalisco, os seus criadores.
Porém a teoria mais credível é a de que o Sombrero é um modelo com influências espanholas, tendo evoluído de um outro modelo de aba larga chamado Poblano.
Característico pela sua copa cónica, pela sua enorme aba lisa ou enrolada, pelo barboquejo de prender ao queixo e, acima de tudo, pela sua riquíssima e pormenorizada ornamentação, este modelo era fabricado manualmente por chapeleiros mexicanos.
Os modelos de palha entrelaçada, de cor dourada, e adornados com contas de fio de algodão eram usados pelas camadas mais pobres, enquanto os modelos de feltro, com forro de veludo, contas de prata e bordados a fio de prata, eram já usados pelas camadas mais altas da sociedade.

Este chapéu serviu bem o propósito da sua criação com as suas enormes abas que fornecem sombra suficiente para proteger a zona do pescoço e ombros e até o seu nome vem comprovar este facto pois a palavra "sombrero" deriva da palavra espanhola "sombre" que, em português, significa "sombra".

Antigamente, em conjunto com o sombrero, os homens também usavam o serapes, uma manta com um buraco no centro que os protegia do vento e do pó e que, devido ao seu tamanho, também servia de esconderijo para o transporte de armas.
Esta imagem do homem mexicano de sombrero e serapes, muito semelhante à do cowboy americano, foi eternizada em inúmeros filmes mexicanos e americanos e até mesmo em desenhos animados.
Quem não se lembra de um pequneo e veloz rato com um enorme sombrero na sua cabeça, chamado Speedy Gonzalez?

segunda-feira, abril 05, 2010

Chapéu do Mês - Pickelhaube



A partir de meados do século XIX e até ao início do século XX, o Pickelhaube tornou-se um dos modelos de capacetes militares mais célebres de todo o mundo.
Este terá sido desenhado em 1842 por Frederico Guilherme IV, rei da Prússia, apesar da existência de modelos semelhantes no exército russo, tendo sido introduzido por ordem imperial a 23 de Outubro de 1842 na Infantaria prussiana e posteriormente nos restantes principiados alemães.

O Pickelhaube original, de tradução literal, chapéu com ponta, era um capacete de couro envernizado de cor preta, com uma altura entre 34 e 38 cm, que possuía um visor de forma quadrada, um espigão no topo e guarnições em latão ou prata que simbolizavam a Nação. Na Prússia, a imagem mais comum consistia numa águia de asas abertas.
Ao longo da segunda metade do século XIX, o Pickelhaube foi adoptado por forças armadas de vários países, acabando o modelo original por sofrer variações tanto no desenho como nas matérias-primas utilizadas.
Nas variantes mais comuns, o material primário passou a ser o tecido ou o feltro, os espigões ora mudavam de tamanho e formato ora desapareciam para dar lugar a enormes crinas ou plumas.

Com o final da I Guerra Mundial (1914-1918), o Pickelhaube, capacete militar oficial dos estados vencidos (Impérios Alemão, Austro-Húngaro e Turco-Otomano), pelo seu simbolismo imperial ganhou uma conotação tão negativa que acabou por ser gradualmente afastado do cenário militar activo.
A partir da década de 30 do século XX e até à actualidade, passou não só a fazer parte do uniforme de gala das forças armadas ou guarda de honra, mas acabou também por ser adoptado por outras instituições como a polícia, bombeiros, escolas com bandas de música de países de todo o mundo.

Em Portugal, a Unidade de Segurança e Honras de Estado (USHE) que incluí o Esquadrão Presidencial, a Charanga a Cavalo, a Banda da Guarda, o Grupo de Honras de Estado e o Grupo de Segurança, adoptaram o Pickelhaube com algumas variantes no seu fardamento.
Todos os capacetes são de cor preta com visor quadrado ou triangular e contêm a imagem do Escudo de Armas de Portugal na guarnição frontal, as variações encontram-se no espigão, tendo uns apenas o espigão e noutros foi adicionada ao mesmo uma longa crina branca.

sábado, janeiro 16, 2010

Chapéu do Mês: Toque


A verdadeira origem do Toque, ou chapéu de chef, encontra-se diluída em inúmeras histórias e lendas que hoje dão origem a verdadeiras teorias.

A mais antiga remonta a 1170 a.C, na Assíria, onde os chefs de cozinha eram os únicos a quem era permitido usar um adorno de cabeça semelhante à coroa do seu soberano.
Outra história aponta a sua origem para as cozinhas dos castelos, onde as gorduras acumuladas no tecto caiam com frequência e, para proteger as cabeças dos chefs, as governantas engomavam panos que, depois de enrolados na cabeça, formavam um cilindro alto com uma bolsa no topo onde eram colocados pedaços de tecido para amortecer a queda da gordura.

Ao longo dos séculos o Toque foi ganhando forma e cor e, em meados do século XVIII, o chef Antoine Careme terá introduzido a cor branca para o chapéu, símbolo da higiene que deveria existir nas cozinhas, e diferentes alturas na sua copa, simbolizando estas o status do chef.
Por esta altura havia ainda muitas variações, os espanhóis usavam boinas de lã ou algodão; os alemães adoptaram um chapéu parecido ao barrete frígio com uma bola no topo; os ingleses tinham chapéus escoceses endurecidos e coifas pretas.

Contudo apesar de todas estas variantes, o Toque era usado com uma função simbólica e funcional, tendo sido concebido para manter o cabelo do chef limpo, para permitir a circulação de ar no seu interior arrefecendo a cabeça de quem o usa, para prevenir a queda de cabelo na comida e para absorver a transpiração acumulada na testa.

Provavelmente devido ao nível de conforto e à sua imponência, o Toque alto branco plissado que todos conhecemos como chapéu de chef, acabou por se tornar o modelo mais adoptado no século XX.

E já agora, sabia que?

Alguns chefs tinham por costume guardar as suas receitas dentro dos seus chapéus para que não as perdessem nem as pudessem roubar?

Os grandes chefs afirmavam que conseguiam servir, durante um ano, um prato de ovo diferente e com sabores diferentes. O Toque alto moderno passou a ser fabricado com 100 plissas na copa, que simbolizavam esta rara capacidade.

quinta-feira, outubro 16, 2008

Da necessidade de se usar chapéu


Na década de 50 do século XX instala-se uma crise na indústria de chapelaria portuguesa fruto, em certa medida, do facto do chapéu estar a cair em desuso.
Durante esta época foram muitos os esforços realizados pela indústria da chapelaria e pelo governo para que o chapéu voltasse a ser usado. Estas acções tinham como objectivo chamar a atenção para os malefícios do sol e para a importância de usar chapéu, e os jornais foram usados como principal meio de divulgação publicando diversos artigos apoiados por entidades credenciadas.
A titulo de exemplo, veja-se o artigo editado na Grei Sanjoanense de 15 de Setembro de 1951 sobre este tema, ainda hoje tão actual.

sábado, julho 05, 2008

Cavalos com chapéu


"Cavalos com chapéu" é este o título de um interessante artigo que surge sob a forma de crónica no jornal sanjoanense o “Regional” de 1926.
Durante séculos o cavalo foi o braço direito do Homem, auxiliando-o nos trabalhos mais árduos e como principal meio de transporte de longas distâncias.
Com a evolução tecnológica acabou por perder importância, contudo nos inícios do século XX, manteve-se como principal meio de transporte profissional, em particular nas grandes cidades, de lazer, permitindo aos turistas longos passeios de charrete pelas principais artérias urbanas.
Diz-nos Luiz Leitão que em Paris a lei do trânsito obrigava a que as charretes estivessem colocadas do lado oposto à sombra, obrigando os cavalos a estar parados horas intermináveis e a apanhar sol nas suas cabeças causando-lhes sofrimento e graves doenças.
Perante tal violência as sociedades de protecção aos animais, como a Société Protectrice dês Animaux (França) ou a American Society for the Prevention of Cruelty to Animals (EUA) começaram a argumentar que também os cavalos deviam usar chapéus de palha.
Tal ideia apesar de não ser inovadora, em Itália os cavalos usados no campo usavam tradicionalmente chapéus, acabou por ser causa de grandes polémicas, particularmente nos grandes centros urbanos.
Para fomentar uma atitude mais protectora por parte dos tratadores destes animais, a S.P.A. acabou por distribuir, anualmente e de forma gratuita, cerca de 5.000 chapéus de palha para os cavalos, e isto só em Paris!
Este conceito foi de grande importância, não só os cavalos começaram a ser mais saudáveis por ter as suas cabeças mais resguardadas e frescas, como se verificou uma evolução nos seus chapéus, podendo-se agora encontrar novos modelos nas suas cabeças como a cartola, o henin, o sombrero e muitos outros…
Como diz o ditado, chapéus há muitos…. mas cabeças também as há!

segunda-feira, junho 16, 2008

A indústria da chapelaria em S. João da Madeira


Em S. João da Madeira, a primeira fábrica de chapéus de lã grossa foi fundada em 1802 por J. Gomes de Pinho. Fabricar um chapéu exigia muito esforço manual e tempo pelo que grande parte da população sanjoanense vivia da chapelaria.

Em 1914 surge em S. João da Madeira a primeira fábrica de chapéus totalmente mecanizada, movida a vapor e produtora de chapéus finos, a Empresa Industrial de Chapelaria Lda., de António José de Oliveira Júnior, (antiga Oliveira, Palmares & Cª criada em 1891).
A mais importante fábrica de chapéus portuguesa levou ao forte desenvolvimento da economia sanjoanense, tornando Portugal conhecido em todo o mundo devido à qualidade dos seus produtos. Paralelamente, causou uma forte contestação por parte dos operários chapeleiros que temiam perder os seus postos de trabalho para as máquinas.

Nos anos 30 o movimento d‘os deschapelados’ ganha forma, levando ao progressivo desuso do chapéu. Com a diminuta procura deste artigo, as fábricas ressentem-se e os empresários apostam em novos sectores como os chapéus de tecido, o calçado ou a borracha.
Nos anos 40, a produção de pêlos e feltros é centralizada em S. João da Madeira, com a criação em 1943 da Cortadoria Nacional do Pêlo, única fábrica que trabalha os pêlos e, em 1969, da FEPSA SA., oriunda da fusão de fabricantes e apropriagistas como forma de combater a crise que se instalara.

Apesar dos esforços de operários, patrões e governo, a partir dos anos 50 as fábricas começam a encerrar, como aconteceu com A. Henriques & Cª, Lda.; Vieira Araújo & Cª, Lda.; Nunes da Cunha & Cª, Lda.; Soares Silva & Duartes; Pinho, Costa & Cª, Lda.; Nicolau da Costa & Cª, Lda.; entre outras, até que em 1995 também a EICHAP acaba por encerrar as suas portas.
Actualmente, S. João da Madeira ainda é o maior produtor nacional de chapéus, produzindo para os mercados internacionais, contudo não é possível comparar a vida da indústria chapeleira dos dias de hoje com a importância e força que teve há quase cem anos atrás.