quarta-feira, junho 25, 2008

Jantar e leilão de beneficência no dia 27 de Junho


Chapéus criados por estilistas vão ajudar a Fundação do Gil


Ana Salazar, Maria Gambina, Nuno Gama e Miguel Vieira entre os nomes da moda que aderiram ao projecto “Um chapéu por um sorriso”


Chapéus desenhados por estilistas de renome vão ser vendidos em leilão, no próximo dia 27 de Junho, às 20 horas, no âmbito de um jantar de beneficência que terá lugar no restaurante “Casa do Morgado”, em S. João da Madeira.

A receita reverterá para a Fundação do Gil, sendo esse o grande objectivo da iniciativa “Um chapéu por um sorriso”, que junta diversos parceiros: a revista Attitude, Interior Design, as empresas City Eyes e Fepsa-Feltros Portugueses, o Citeve e a Associação Portuguesa de Cancro Cutâneo, além do Museu da Chapelaria.

Para tal, diversos estilistas foram convidados a criar chapéus únicos que serão vendidos nesse leilão. Entre os nomes da moda envolvidos contam-se Ana Salazar, Anabela Baldaque, Maria Gambina, Nuno Gama, Miguel Vieira, StoryTailors, Katty Xiomara, Pedro Alves, Andreia Prado Marques, Celsus, Jordann Santos e Jorge Costa e Juliana Cerdeira.

Para participar no jantar de beneficência, os interessados devem efectuar a sua pré-reserva através do telefone 256 201 680.

sábado, junho 21, 2008

3 anos de chapéus!




O Museu da Chapelaria comemora hoje o seu 3º aniversário.


Junte-se à nossa festa e partilhe da nossa alegria.




Programa


15h - workshop de danças e cânticos cómicos


16h15 - largada de balões


16h30 - encontro de Chapeleiros

quarta-feira, junho 18, 2008

como vivam e brincavam os meus avós


Exposição "Como viviam e brincavam os meus avós" dos alunos do 1º e 2º anos do 1º Ciclo.

Desenvolvido no âmbito do projecto educativo municipal, este projecto que agora se apresenta sob a forma de exposição, propõe uma viagem de retorno à infância dos avós dos mais pequenos… a uma infância onde o imaginário tinha um papel principal… a uma infância marcada por pessoas, histórias, brinquedos e memórias… memórias que representam afectos, sentimentos e emoções e que fazem parte da identidade de cada um de nós.

segunda-feira, junho 16, 2008

A indústria da chapelaria em S. João da Madeira


Em S. João da Madeira, a primeira fábrica de chapéus de lã grossa foi fundada em 1802 por J. Gomes de Pinho. Fabricar um chapéu exigia muito esforço manual e tempo pelo que grande parte da população sanjoanense vivia da chapelaria.

Em 1914 surge em S. João da Madeira a primeira fábrica de chapéus totalmente mecanizada, movida a vapor e produtora de chapéus finos, a Empresa Industrial de Chapelaria Lda., de António José de Oliveira Júnior, (antiga Oliveira, Palmares & Cª criada em 1891).
A mais importante fábrica de chapéus portuguesa levou ao forte desenvolvimento da economia sanjoanense, tornando Portugal conhecido em todo o mundo devido à qualidade dos seus produtos. Paralelamente, causou uma forte contestação por parte dos operários chapeleiros que temiam perder os seus postos de trabalho para as máquinas.

Nos anos 30 o movimento d‘os deschapelados’ ganha forma, levando ao progressivo desuso do chapéu. Com a diminuta procura deste artigo, as fábricas ressentem-se e os empresários apostam em novos sectores como os chapéus de tecido, o calçado ou a borracha.
Nos anos 40, a produção de pêlos e feltros é centralizada em S. João da Madeira, com a criação em 1943 da Cortadoria Nacional do Pêlo, única fábrica que trabalha os pêlos e, em 1969, da FEPSA SA., oriunda da fusão de fabricantes e apropriagistas como forma de combater a crise que se instalara.

Apesar dos esforços de operários, patrões e governo, a partir dos anos 50 as fábricas começam a encerrar, como aconteceu com A. Henriques & Cª, Lda.; Vieira Araújo & Cª, Lda.; Nunes da Cunha & Cª, Lda.; Soares Silva & Duartes; Pinho, Costa & Cª, Lda.; Nicolau da Costa & Cª, Lda.; entre outras, até que em 1995 também a EICHAP acaba por encerrar as suas portas.
Actualmente, S. João da Madeira ainda é o maior produtor nacional de chapéus, produzindo para os mercados internacionais, contudo não é possível comparar a vida da indústria chapeleira dos dias de hoje com a importância e força que teve há quase cem anos atrás.

O museu saiu à rua - Cidade no Jardim


sexta-feira, junho 13, 2008

Férias de Verão no Museu





Estão abertas as inscrições, até ao próximo dia 25 de Junho, para o Programa "Férias de Verão no Museu". As actividades de Verão vão decorrer entre 1 de Julho e 11 de Julho, das 14h30 às 17h30.
Para mais informações, contacte o Serviço Educativo do Museu pelo telefone 256 201 680 ou solicite a ficha de inscrição pelo seguinte e-mail
museu.chapelaria@gmail.com.

PROGRAMA

Dia 1 de Julho - Brincadeiras de legumes
Há legumes verdes, vermelhos, laranjas e cor-de-rosa e há legumes

de muitas formas e muitos feitios… já os conheces todos?

Dia 2 de Julho - Papagaios no Museu
Vem construir e lançar papagaios no céu do museu.

Dia 3 e 4 de Julho - Há música no Museu
Sabias que podes construir o teu próprio instrumento musical com materiais

reciclados? Vem aprender como no museu da chapelaria!

Dia 8, 9 e 10 de Julho - A ciência vive no museu
As ciências também podem ser muito divertidas! Vem descobrir como!

Dia 11 de Julho - Acampamento no Museu (apenas no horário nocturno)
Já dormiste num museu? Então esta noite traz o teu saco-cama e o pijama e

vem divertir-te com muitas actividades que temos para ti! Esperam-te muitas

surpresas… como um workshop de Risoterapia onde vais rir até… rebentar!


PREÇO DE INSCRIÇÃO

PACOTE A: 8 DIAS DE ACTIVIDADE: 40€
(com acampamento incluído)

PACOTE B: 4 DIAS DE ACTIVIDADE: 25€
(excluindo o dia de acampamento)

PACOTE C: 1 OFICINA: 7€
(excluindo o dia de acampamento)

ACAMPAMENTO: 10€
(inclui entrada no workshop de Risoterapia, que decorrerá a partir das 21h30)

A Lenda de São Tiago

"São Tiago Maior"(1661) - Rembrandt

São Tiago, apostolo mártir, filho de Zebedeu e irmão de São João Evangelista, cuja festa se comemora a 25 de Julho é, desde longa data, o padroeiro dos chapeleiros. Pouco se sabe sobre esta lenda, não existindo nenhum relato escrito da mesma, sendo transmitida, oralmente, através dos tempos. Mas é a São Tiago que se atribui a descoberta do segredo que deu origem à indústria de chapelaria. Reza a lenda que São Tiago tinha por costume, para se defender do frio nos pés, forrar as suas sandálias com peles de coelho. O pêlo friccionado e aquecido com o calor dos pés feltrava, ou seja, tornava-se espesso, consistente, formando uma pasta grossa e densa. Diz-se que foi desta forma que se descobriu o processo de feltragem que ao longo dos tempos foi evoluindo até dar origem ao moderno fabrico dos chapéus. Sabe-se porém, que o processo de feltragem, devido a achados arqueológicos, é muito anterior. Os achados arqueológicos mais antigos, que reportam ao uso de feltros, estão na Turquia. Foram encontradas pinturas nas paredes que datam de 6500 a 3000 A.C. cujo motivo se refere à aplicação de feltro.
Em Pazyryk, no sul da Sibéria, foram encontradas evidências de feltro dentro de um túmulo de um chefe tribal nómada que data do século V a.c.
Os chapeleiros de São João da Madeira mandaram esculpir uma imagem de São Tiago para venerarem o padroeiro, encontrando-se num dos altares da Igreja Matriz desta cidade.

domingo, junho 08, 2008

Chapéu do Mês: Fedora

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video


O século XX foi um período de grandes revoluções sociais e culturais, e foi também o momento áureo dos grandes estilistas que provocaram constantes mudanças na moda à qual o chapéu não foi excepção. Da cartola e coco surgem novos modelos, mais pequenos, adaptáveis e de estilo citadino, como o Fedora.

Este chapéu surgiu em 1910, com a peça de teatro "Fedora" (1882, Victorien Sardou), cuja protagonista principal, a Princesa Fedora Romazova usava um novo modelo. Pela sua adaptabilidade torna-se símbolo de elegância, afirmação pessoal e parte obrigatória do traje de negócios enquanto que novas variantes surgiam, como o “Gangster" usado por algumas das maiores mentes criminosas como Bugsy Siegel ou Al Capone.

O Fedora marcou presença nas mais diversas áreas, do teatro ao cinema, à música e à banda desenhada, surgindo no filme Casablanca (1942), nas histórias de Indiana Jones e de Mick “Crocodile” Dundee; usado por artistas como Frank Sinatra ou The Blues Brothers e imagem de marca de heróis da BD como Dick Tracy ou Clark Kent.

Entre a década de 60 a 90 cai em desuso provavelmente devido ao facto de John Kennedy, não ter usado chapéu, como deveria, na cerimónia para o seu juramento para presidente dos EUA. A partir da década de 90, a moda vive um período revivalista e o Fedora volta a ganhar vida.

Totalmente renovado, de estilo moderno e urbano, é elemento essencial de apreciadores dos estilos musicais Hip-Hop e Pop, sendo, uma vez mais, imagem de marca de artistas como Run DMC, P. Diddy, Snoop Dogg, Justin Timberlake, Madonna, Britney Spears ou Carlos Santana. É um chapéu de estilo urbano, arrojado e moldável pelo que qualquer um o pode personalizar de acordo com o seu próprio estilo... é como que usar um novo modelo todos os dias

quinta-feira, junho 05, 2008

Nova colecção de chapéus


O Museu da Chapelaria acaba de receber uma preciosa doação de 12 chapéus que reportam a um período entre os anos 30 e 60 do século passado. Entre eles encontra-se uma cartola da Chapelaria Baptista premiada na Grande Exposição Universal em 1934 no Palácio de Cristal, no Porto, e um chapéu de senhora Cristian Dior.

A doação foi feita pela Senhora Dona Maria Isabel da Silva Duarte Dias Oliveira, viúva de Benjamim António Oliveira Valente, neto do ilustre sanjoanense e fundador da Empresa Industrial de Chapelaria, António Oliveira Júnior.

A Senhora Dona Maria Isabel, natural de S. João da Madeira, entendeu que o Museu da Chapelaria seria o melhor local para guardar e mostrar os chapéus que, tal como a sua sogra, a Senhora Dona Palmira Oliveira Júnior, chegou a usar em diversos momentos sociais.

Os chapéus, bem como nove caixas de protecção, encontram-se em bom estado de conservação. O Museu da Chapelaria orgulha-se de receber esta doação, bem como todas as outras que já recebeu, pois ajudam-nos a conservar a história de uma indústria, de costumes e tradições que importa compreender.
Aproveitamos para reiterar os nossos agradecimentos à Senhora Dona Maria Isabel e a todas as pessoas que doaram chapéus ao Museu da Chapelaria.

quarta-feira, junho 04, 2008

O Serviço Educativo sai à rua….

Museu da Chapelaria e o seu Serviço Educativo saem à rua… Chapéu mais chapéu, balão mais balão, com trincha ou pincel vamos passar tardes e noites muito divertidas na “Cidade no Jardim” nos próximos dias 6 a 10 de Junho.

Muitas vão ser as actividades programadas para este fim-de-semana no Jardim.

Dia 6 e 8 de Junho - Lá vai ele pelo céu! – 22h00

O ar sobe quando aquece, e o ar quente tem força suficiente para transportar no ar um grande balão. Constrói e lança no ar o teu próprio balão em miniatura.

Dia 7 e 8 de Junho - Papagaios na cidade - 15h00

Constrói o teu papagaio e aprende a lançá-lo ao ar. Com 2 paus, sacos plásticos e cordel facilmente se faz um engenho voador!

Dia 7 de Junho - As cores que nascem – 22h00

Azul, Amarelo, Verde e Vermelho… são cores que todos conhecemos. Mas como se formam?

Dia 9 de Junho - O meu chapéu de Zorro – 22h00

Chapéus há muitos, há sim Senhor! Com este atelier os participantes vão aprender a fazer com dois círculos e um rectângulo um chapéu.

Dia 10 de Junho – Um chapéu para Camões - Todo o dia

Dia 10 de Junho comemora-se o Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades. Vem descobrir porquê e cria um chapéu para o poeta!



SlideShow com imagens do stand do Museu da Chapelaria na "Cidade no Jardim" em 2007

terça-feira, junho 03, 2008

em junho... é tempo de dar


Em Junho, o Museu da Chapelaria comemora do seu terceiro aniversário de forma muito especial com a organização de um jantar de beneficência que decorre no dia 27 de Junho às 21h00.

Este jantar assinala o momento em que se realizará o leilão dos chapéus criados por diversos estilistas portugueses no âmbito do projecto UM CHAPÉU POR UM SORRISO.

Organizado em parceria com diversas empresas e instituições, este projecto visou a angariação de fundos para a Fundação do Gil, contando para isso com a generosa prestação de estilistas portugueses que de imediato se prontificaram a conceber chapéus para o leilão (para mais informações sobre este projecto consulte aqui).

Por isso, convido-o(a) a participar generosamente neste jantar bastando para o efeito ligar para o museu da chapelaria para efectuar a sua pré-reserva até ao próximo dia 18 de Junho (na sequência da pré-reserva ser-lhe-á atribuído o número do seu voucher que deverá ser levantado no museu da chapelaria até ao dia 25 de Junho).

Em Junho é tempo de dar. Contamos por isso com a sua presença amiga.

Poderá encontrar esta e outras iniciativas na nossa newsletter de Junho. Se ainda não a recebe, por favor, contacte-nos através do mail museu.chapelaria@gmail.com.


Esperamos por si.
Até lá, fique com os nossos melhores cumprimentos chapeleiros.