terça-feira, janeiro 30, 2007

Que políticas para o património científico e tecnológico português?


No próximo dia 04 de Fevereiro discute-se, no Museu da Ciência da Universidade de Lisboa, “Que políticas para o património científico e tecnológico português?

A entrada é livre e o programa é o seguinte:


10h00 - O Património Científico Português, Marta Lourenço, Museu de Ciência da Universidade de Lisboa

10h20 - O Património Tecnológico Português, Maria Fernanda Rollo, Universidade Nova de Lisboa


Património Científico: Estudos de Caso

10h40 - Património das Universidades: O Património da Universidade do Porto, Manuel Janeira, Universidade do Porto

10h55 - Património dos Antigos Liceus: O Património da E. S. Passos Manuel de Lisboa, Fernando Faria, E.S. Passos Manuel

11h30 -
Património dos Politécnicos: O Património da Área Científica de Física do Instituto
Superior de Engenharia de Lisboa
, Catarina Leal, ISEL

11h45 - Património dos Institutos e Laboratórios: O Património do Instituto Geológico e Mineiro, Miguel Ramalho, IGM

12h00 – Debate

12h45 - Apresentação do Documento-Base para o Património Científico Português, Ana Eiró, Museu de Ciência da Universidade de Lisboa

Sessão moderada por António Manuel Nunes dos Santos, Universidade Nova de Lisboa

parabéns a você!!!


A noite de Sábado foi bastante animada!

A Isabel e o Francisco, que fizeram 16 anos, decidiram comemorar o seu aniversário no Museu da Chapelaria… muita música, muita dança e muita alegria foram os tópicos da noite!
Aos dois aniversariantes, o Museu da Chapelaria deseja muitas felicidades e muitos anos de vida!!!!

quarta-feira, janeiro 24, 2007

a memória está sentada...


Abre-se a porta e o próprio ar nos fala.
As cortinas de rede exactamente aquelas,
a cadeira onde a memória está sentada,
a mesa, o copo, a chávena, o relógio,
o móvel onde alguém permanece encostado
sem volume e sem tempo,
nós próprios, quando os olhos indignados
nas pálpebras se encobrem.

António Gedeão, Poemas Escolhidos.


(fotografia da loja da Empresa Industrial de Chapelaria. Centro de Documentação do Museu da Chapelaria)

segunda-feira, janeiro 22, 2007

maquinismos em fúria


À dolorosa luz das grandes lâmpadas eléctricas da fábrica
Tenho febre e escrevo.
Escrevo rangendo os dentes, fera para a beleza disto,
Para a beleza disto totalmente desconhecida dos antigos.

Ó rodas, ó engrenagens, r-r-r-r-r-r-r eterno!
Forte espasmo retido dos maquinismos em fúria!
Em fúria fora e dentro de mim,
Por todos os meus nervos dissecados fora,
Por todas as papilas fora de tudo com que eu sinto!
Tenho os lábios secos, ó grandes ruídos modernos,
De vos ouvir demasiadamente de perto,
E arde-me a cabeça de vos querer cantar com um excesso
De expressão de todas as minhas sensações,
Com um excesso contemporâneo de vós, ó máquinas!

(…)
Ah, poder exprimir-me todo como um motor se exprime!
Ser completo como uma máquina!
Poder ir na vida triunfante como um automóvel último-modelo!
Poder ao menos penetrar-me fisicamente de tudo isto,
Rasgar-me todo, abrir-me completamente, tornar-me passento
A todos os perfumes de óleos e calores e carvões
Desta flora estupenda, negra, artificial e insaciável!

(…)
Eu podia morrer triturado por um motor
Com o sentimento de deliciosa entrega duma mulher possuída.
Atirem-me para dentro das fornalhas!
Metam-me debaixo dos comboios!
Espanquem-me a bordo de navios!
Masoquismo através de maquinismos!
Sadismo de não sei quê moderno e eu e barulho!

(…)
Ah não ser eu toda a gente e toda a parte!

Londres, 1914 - Junho.
Álvaro de Campos


(imagem da antiga Empresa Industrial de Chapelaria, actual Museu da Chapelaria.
De Aníbal Lemos. Centro de Documentação do Museu da Chapelaria)

sexta-feira, janeiro 19, 2007

as idades do chapéu...


É absolutamente delicioso este post que encontramos em http://sorumbatico.blogspot.com/ e que pirateamos aqui.

(In)Temporalidades...


Inaugura hoje, nos Paços da Cultura em S. João da Madeira, uma mostra do fotógrafo Gérard Castello-Lopes.
Intitulada “(In)Temporalidades”, esta mostra reúne algumas das imagens mais emblemáticas da história da fotografia portuguesa.
A exposição estará patente até 28 de Fevereiro, todos os dias, das 10h às 24h.
A não perder!

(para saber mais consulte www.cm-sjm.pt ou http://pacosdacultura.blogspot.com/)

a minha família vai ao museu... e a tua?


Amanhã, sábado, é dia da sua família vir ao museu.
Tome nota das actividades que vão estar a decorrer ao longo do dia e venha brincar connosco!

Das 10h30 às 12h00 - Oficina “A minha marioneta” – Agora também podes fazer a tua própria marioneta e levá-la contigo para brincares em casa. Traz uma meia velha… o resto é connosco!

Das 15h00 às 16h00 - Oficina “Chapelaria em palavras cruzadas” - Testa a tua família no jogo das palavras cruzadas. Visita a exposição permanente do museu e procura as palavras-chave necessárias para responderes às perguntas deste divertido jogo.

museu com Portugal no Coração


O museu da chapelaria esteve ontem no programa "Portugal no Coração" da RTP 1.
Numa divertida tarde conduzida pelo Carlos Malato e pela Merche Romero, falámos do museu e das actividades que estão em curso, fizemos marionetas (as mesmas que as famílias podem fazer ao sábado à tarde no museu) e mostramos algumas das marionetas que estão actualmente em exposição no museu...
Esperamos que quem nos viu se tenha divertido tanto como nós!
A toda a equipa do Portugal no Coração, o nosso muito obrigada!

(foto retirada de http://www.rtp.pt/wportal/sites/tv/portugal/)

museu n' "O Regional"


Notícia publicada em 20 de Janeiro no Jornal local “O Regional”.
Este Jornal está também disponível em http://www.oregional.pt/.

o museu no "Labor"


Notícia publicada em 18 de Janeiro, no Jornal local “Labor”.
Saiba mais em http://www.labor.pt/

quarta-feira, janeiro 17, 2007

memória e cultura visual

I Seminário Internacional da Memória e da Cultura Visual
Auditório da Biblioteca Municipal da Póvoa de Varzim
Sábado, 20 de Janeiro de 2007

Este seminário pretende ser um espaço interdisciplinar e internacional de debate e reflexão sobre as questões da "memória" e da "imagem", sendo constituído pelos seguintes painéis:

  • Cultura e Sociedade/Património e História
  • Memória Colectiva
  • Arte e Estética
  • Visual e Digital


Para mais informações contacte a AGIR - Associação para a Investigação e Desenvolvimento Sócio-Cultural, na Póvoa de Varzim. Os contactos de e.mail são os seguintes
agir.associacao@gmail.com
agir.associacao@clix.pt
agir@oninet.pt

terça-feira, janeiro 16, 2007

momentos


Entre a surpresa e a descoberta, o deslumbramento e a curiosidade, muitas foram as crianças e os adultos que no sábado desvendaram o fantástico mundo das marionetas.
Ficam aqui registados alguns desses momentos…

… Está à espera de quê?
Venha também ao Museu… o “Mundo” e a “Hera”, o Velho Moleiro e o moinho de Califar, o Zorba e o Coronelo, e muitos, muitos, outros personagens esperam por si…

as marionetas esperam por si...


Estas e muitas outras marionetas esperam por si no Museu da Chapelaria.
Venha descobrir onde vivem afinal as marionetas e que segredos têm para lhe contar.

O Sr. Aparo no museu









Tal como prometido, o Sr. Aparo e as suas histórias visitaram o museu da chapelaria no sábado passado.

Para quem perdeu esse momento tão cheio de magia e encantamento, aqui ficam algumas fotografias…

segunda-feira, janeiro 15, 2007

Ciberdúvidas está hoje de parabéns


A 15 de Janeiro de 1997, o Ciberdúvidas entrava em linha.

Era então assumido que

"Doravante, é possível encontrar na Internet, no máximo de dois dias úteis, respostas às mil e uma dúvidas de quem escreve, fala ou trabalha com o Português. Sejam questões de ortografia, sobre a pronúncia, a sintaxe ou à volta das novas palavras importadas do Inglês, por exemplo.

Ciberdúvidas existe para isso mesmo: esclarecer, clarificar, facilitar – mas sem substituir, nunca, o que só a Gramática ensina e o Dicionário ou um qualquer prontuário podem auxiliar.

Desenganem-se, porém, os que vêem neste serviço uma perspectiva imobilista da língua. Patrimó[ô]nio, hoje, de sete países, cada qual com a sua especificidade própria, o Português é o idioma oficial de mais de 200 milhões de pessoas. É esta mais-valia que lhe garante a abertura às influências e contributos mais variados, impeditivos à partida de quaisquer policiamentos ou tutelas serôdias. O que não significa a ausência de regras.

A língua é como um rio: sem margens, desaparece. O risco começa no seu abastardamento."


10 anos depois, mais de 19 mil perguntas foram respondidas!
Se ainda não conhece ou não consultou, aproveite para ir ver em http://ciberduvidas.sapo.pt/

O museu no Jornal de Notícias…


Deixamos aqui o que o Jornal de Notícias disse, na edição de 14 de Janeiro, sobre a exposição “Onde vivem as marionetas”.

Para consultar o texto na íntegra consulte http://jn.sapo.pt/2007/01/14/porto/onde_vivem_marionetas_quando_estao_p.html

Aproveitamos para relembrar que a exposição estará patente até Abril.
Em próximos ‘posts’ daremos conta de como foi a inauguração e o que disse o Sr. Aparo aos meninos e meninas que nos visitaram…

sexta-feira, janeiro 12, 2007

Notícia de última hora: O Sr. Aparo vem ao museu da chapelaria


Amanhã, dia 13 de Janeiro, pelas 16h00, no âmbito da inauguração da exposição “Onde vivem as marionetas”, o Sr. Aparo vem ao Museu da Chapelaria falar com todos os meninos e meninas.

O Sr. Aparo, personagem de um dos espectáculos mais emblemáticos da Companhia de Teatro Mandrágora, vive há já muito tempo dentro do seu sótão repleto de livros.

Por mais que conheça os seus livros de cor e salteado, eles nunca lhe parecem ser os mesmos... O Sr. Aparo encontra-se nos livros, nas letras de cada palavra. Combate com Moby Dick, apaixona-se por Julieta, tem uma longa conversa com o Principezinho e é perseguido pela Rainha de Copas... cada livro que se abre é sempre uma nova aventura para o Sr. Aparo.

Esta maravilhosa marioneta é capaz de fazer quase tudo, desde falar a andar, pegar e cair, por isso não deixe de a visitar amanhã, numa encenação única e exclusiva para o Museu da Chapelaria.

(foto do Sr. Aparo retirada de http://marionetasmandragora.com/)

um chapéu... entre a memória e o esquecimento


Quisera então saber toda a verdade
De um chapéu na rua encontrado
Trazendo a esse dia uma saudade
D'algum segredo antigo e apagado
Sentado junto à porta desse encontro
Ficando sem saber a quem falar
Parado sem saber qual era o ponto
Em que devia então eu começar

Parada na varanda estava ela a meditar
Quem sabe se na chuva, no sol, no vento ou mar
E eu ali parado perdi-me a delirar
Se aquela beleza era meu segredo a desvendar
Porém apagou-se a incerteza
Eram traços de beleza os seus olhos a brilhar
E vendo que outro olhar em frente havia
Só não via quem não queria da paixão ouvir falar

Um dia entre a memória e o esquecimento
Colhi aquele chapéu envelhecido
Soltei o pó antigo entregue ao vento
Lembrando aquele sorriso prometido
As abas tinham vincos mal traçados
Marcados pelas penas ressequidas
As curvas eram restos enfeitados
De um corte de paixões então vividas

Aldina Duarte

(imagem de Aníbal Lemos. Centro de Documentação do Museu da Chapelaria)

quinta-feira, janeiro 11, 2007

Chapéus há muitos! A Cartola


Alguma vez viu uma Cartola inglesa de pêlo de castor?
No museu da chapelaria existe um belíssimo exemplar deste tipo de chapéu (na foto acima, com o n.º de inventário: MIC-01150-P) que eternizou figuras como o Fred Astaire ou Marlene Dietrich.

A cartola foi inventada por John Hetherington em 1797 e reza a história que a primeira vez que foi usada causou o pânico nas ruas de Londres, acabando Hetherington por ser acusado em tribunal de usar um chapéu que propositadamente pretendia assustar as pessoas.

Passado o susto, a cartola tornou-se numa referência na moda masculina, sendo habitualmente usada em situações solenes e devidamente acompanhada por um fraque.

Rainha dos chapéus, a Cartola marcará indelevelmente todo o século XIX até ser substituída, já no século XX, pelo Fedora, chapéu que, por exemplo, se tornou a imagem de marca de Humphrey Bogart.

De uma sensualidade e beleza extraordinárias, a Cartola é uma referência no quadro social dos usos e costumes, sendo que, de tão extraordinária que é, dentro dela vivem ainda os coelhos do Mágico!


Alguns famosos de Cartola
Hans Christian Andersen, escritor
Fred Astaire, actor norte-americano
Marlene Dietrich, nos filmes Blue Angel e Morocco
Duke Ellington, musico de Jazz
Abraham Lincoln, 16º presidente dos EUA
O Chapeleiro Maluco, de Alice no País das Maravilhas
O Pinguim, do filme Batman
John D. Rockefeller, magnata do petróleo
Uncle Sam (Tio Sam), EUA
Sir Winston Churchill, primeiro-ministro do Reino Unido durante a II Guerra Mundial


Filmes
Top Hat
, 1935, com Fred Astaire e Ginger Rogers.

quarta-feira, janeiro 10, 2007

Onde vivem as marionetas?


No próximo dia 13 de Janeiro, sábado, pelas 16h00, o Museu da Chapelaria inaugura uma nova exposição temporária intitulada “Onde vivem as marionetas?”, que ficará patente em diversas salas até 22 de Abril.

Integrada no ciclo de exposições temporárias de 2007, dedicado à banda desenhada e ao boneco animado, esta exposição é fruto de uma parceria estabelecida com a Companhia de Teatro e Marionetas de Mandrágora.

Onde vivem as marionetas?” é uma belíssima exposição que nos leva até ao mundo fantástico e maravilhoso dos bonecos animados, arrastando-nos para uma viagem carregada de magia. Em exposição estarão algumas das mais bonitas histórias de encantar produzidas pela Mandrágora, uma das companhias de teatro de marionetas mais marcantes do País que, desde 2002, desenvolve espectáculos para a infância e juventude com o apoio de actores, artistas plásticos e marionetistas.

“As Jardineiras de Estrelas”, “Histórias da Velha Aldeia”, ”O Gato Preto e a Gaivota Cor-de-Prata” e o ”Auto da Barca do Inferno” serão apenas algumas das histórias que durante os próximos meses vão viver dentro do Museu da Chapelaria, com todas as personagens, cenários e músicas que tantas vezes alegraram os mais pequeninos.

Como particularidade, refira-se que a exposição sofrerá alterações ao longo do tempo, pelo que as histórias e cenários patentes no início da exposição serão ciclicamente alterados por outras, fazendo valer a pena voltar ao museu durante todo o tempo de exposição.

De uma beleza e encanto extremos, esta é uma exposição a não perder!