Participantes:
JI Casaldelo
JI Parrinho
JI/EB1 Ribeiros
EB1 Casaldelo
EB1/JI Fontaínhas
EB1 Fundo de Vila
Colégio Sta. Filomena (Creche albino Dias Garcia)
O Natal está à porta e é altura de darmos à família e amigos presentes originais e únicos.
O chapéu de cowboy, inventado por John B. Stetson em 1865, é sem dúvida, a peça de vestuário que melhor define quer a cultura norte-americana, quer a própria profissão de vaqueiro. A razão de ser deste chapéu nasceu de necessidades reais existentes nesta profissão e não apenas para ser adorno pessoal.
Neste sentido, o chapéu de cowboy reúne determinadas características, nomeadamente no que respeita à matéria-prima, ao tamanho e ao formato que o tornam distinto.
O feltro, denso, resistente e impermeável protege a cabeça do vaqueiro não apenas do sol mas também dos coices e patadas frequentes a quem anda exposto ao gado. Simultaneamente, a sua impermeabilidade e tamanho permitem que este o utilize como bebedouro para dar água aos cavalos, podendo a sua copa levar entre 4 a 6 litros de água.
O modelo Dallas, ficou mundialmente conhecido por volta de 1980, na série de TV DALLAS, ao ser usado por um dos vilões, o J.R., tendo sido produzido em massa para o mercado norte-americano pela Empresa Industrial de Chapelaria, actualmente Museu da Chapelaria.
Pode ainda ver um exemplar deste modelo na exposição “Os chapéus dos meus heróis”, que está patente na Sala dos Usos Sociais. Lucky Luke será sempre o cowboy de chapéu branco!


TURN IT visa repensar o lápis de madeira como objecto e signo, promovendo uma reflexão criativa sobre o seu universo e a sua ligação ao Design Contemporâneo.
O Museu da Chapelaria e o Restaurante Fábrica dos Sentidos têm uma nova surpresa para si.
Com o mesmo horário do museu e localizada na recepção do mesmo, a loja do Museu da Chapelaria pretende prolongar materialmente a memória das suas colecções, transformando-se, assim, num complemento da visita ao museu.A década 50, do ponto de vista da moda, tem duas dinâmicas principais, por um lado, o glamour e o esplendor que se recupera após o conturbado período dos anos 40 e, por outro, a afirmação de uma juventude rebelde.
Estamos na época da ascensão do Rock & Roll de Elvis Presley e dos ídolos cinematográficos Marlon Brandon e James Dean. O espírito rebelde é simbolizado através das calças de ganga e casacos de cabedal.
Os Beatnicks dão início ao culto da liberdade ao ritmo do Jazz, do amor livre e do uso das drogas como experiência libertadora da consciência, experiências transpostas para várias correntes artísticas. É este movimento cultural que antecede os Hippies da década seguinte.
O New Look lançado por Christian Dior afirma-se na década de 50. Os vestidos acentuam a cintura fina das mulheres e os sapatos usam-se de salto alto. Os acessórios de luxo como os chapéus, as carteiras e luvas impõem-se no dia-a-dia.
As empresas de cosmética começam a descobrir a publicidade como fonte de transmissão de imagens de beleza. A maquilhagem atinge a sua idade de ouro e marcas como a Revlon, Helena Rubinstein, Elizabeth Arden e Estée Lauder colocam no mercado todo o tipo de sombras, rímel, lápis e delineadores.
O expoente da beleza feminina é representado por actrizes como Grace Kelly, Audrey Hepburn, Rita Hayworth, mas também, Marylin Monroe e Brigitte Bardot, que aliam, como poucas, a ingenuidade e a sensualidade de uma forma que arrebata os corações dos homens e servem de exemplo às mulheres.
A alta-costura parisiense vive o seu período áureo. A Maison Chanel, que esteve fechada durante o período de guerra, volta a abrir portas em 1954. Apesar de já ter 70 anos, Coco Chanel cria algumas peças que marcam o mundo da moda a nível mundial. Outros nomes como Givenchy, Nina Ricci, Dior ou Balenciaga fazem dos anos 50 uma época de sofisticação e classe.
Em 1954, Roger Vivier inventa o salto agulha e é um dos desenhadores de sapatos que mais colabora com Dior e vários outros estilistas da época.
Mas, em contrapartida, à medida que a alta-costura chega ao máximo requinte, nos Estados Unidos, o Ready to Wear (pronto-a-vestir), a par das novas soluções tecnológicas e produção de massa, dá às pessoas o acesso
Mas esta época de glamour estava a chegar ao fim. A guerra-fria, a conquista do espaço, os avanços científicos e as mudanças culturais moldavam o mundo para diferentes caminhos que só se vieram a acentuar na década seguinte.
Ao longo deste primeiro semestre de 2011, o Museu da Chapelaria recebeu várias doações de chapéus.
Lislotte e Patrick Thompson entenderam que o Museu da Chapelaria, seria o local ideal para guardar e mostrar os excepcionais chapéus que a madame Maria Helena Knott, secretária do senhor Calouste Gulbenkian, adquiriu ao longo das suas 80 e muitas primaveras, e que usou em diversos momentos sociais.
A senhora dona Maria Margarida Negrais de Matos teve a bondade de doar um belíssimo chapéu de coco, pertencente ao seu pai.
Recebemos, também, uma preciosa doação da senhora dona Maria Palmira Fino, da qual constam vinte e quatro chapéus de senhora singulares, em feltro e palha sintética, uma boina em lã merino, um lindíssimo aplique em forma de pétalas de flor, com fita preta e, ainda, um chapéu de homem, modelo clássico, em palha sintética.
O senhor Fernando da Silva Gomes presenteou-nos com oito chapéus distintos, bem como com material publicitário da EICHAP e da Sanjo, datado da época exercia a sua actividade de agente de vendas na empresa.
A senhora dona Maria Paula Calisto generosamente doou uma linda caixa de chapéus da “Ofélia Chapéus”, um extraordinário chapéu de senhora, em palha, com pormenores em veludo preto e, um invulgar chapéu de senhora, em tecido a formar pétalas de flor.
O Museu da Chapelaria sente-se cada vez mais responsável pelo trabalho que tem vindo a desenvolver com estas peças tão preciosas. São estas doações que ajudam a conservar e complementar a história de uma indústria, de costumes e tradições, que importa compreender.
Aproveitamos para reiterar os nossos agradecimentos a todas as pessoas que até hoje doaram chapéus ao Museu da Chapelaria.
